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 Avaliação da Qualidade das Águas - Águas Subterrâneas

 

Avaliação em nível nacional

 

Foto: Poços Violeto no Piauí. Aquíferos Serra Grande e Cabeças. Fernando Roberto de Oliveira/Banco de Imagens da ANA

 

De forma geral, as águas subterrâneas, no País, são de boa qualidade com propriedades físico-químicas e bacteriológicas adequadas a diversos usos, incluindo o consumo humano. Na sua forma natural, as principais restrições que eventualmente existem são:

 

  • Problemas localizados de elevada dureza e/ou sólidos totais dissolvidos nas regiões de ocorrência de rochas calcárias, como, por exemplo, nos sistemas aqüíferos Bambuí e Jandaíra, que podem restringir alguns usos. Este efeito está associado à dissolução promovida pela água subterrânea nestas rochas.

 

  • Elevados valores de sólidos totais dissolvidos nas porções mais profundas dos aqüíferos, especialmente nas partes confinadas das bacias sedimentares, como é o caso do Guarani, Açu e Serra Grande. Devido às condições de circulação lenta, a água subterrânea se enriquece em sais minerais em profundidade.

 

  • Elevados valores de sólidos totais dissolvidos nos poços que explotam os aqüíferos fraturados (terrenos cristalinos) do semi-árido nordestino. O uso de dessalinizadores tem sido uma alternativa para o aproveitamento destas águas. Questões como o destino dos rejeitos produzidos no processo de dessalinização e a manutenção dos equipamentos são aspectos importantes no gerenciamento que ainda necessitam de uma solução. O uso de aluviões e barragens subterrâneas, desde que tecnicamente bem planejadas, são alternativas importantes para o abastecimento de água com boa qualidade.

 

  • Ocorrência natural nas rochas de minerais cuja dissolução, localmente, gera águas com concentrações acima do padrão de potabilidade. É o caso do ferro nas águas de sistemas aqüíferos como Alter do Chão, Missão Velha e Barreiras, e de flúor no Bambuí, Guarani e Serra Geral. As concentrações de ferro não apresentam risco à saúde humana, mas podem provocar problemas como sabor metálico e incrustação em poços.

 

Recentemente, foram descritos os primeiros casos de excesso de fluoreto nos poços que captam água do aqüífero sedimentar e cristalino da Região Metropolitana de São Paulo. Diversos estudos realizados no Estado do Rio Grande do Sul têm mostrado também elevados valores de fluoreto nas águas subterrâneas. É conhecida ainda a ocorrência de elevados teores de cromo em águas do sistema aqüífero Bauru-Caiuá que, muitas vezes, inviabiliza o seu uso.

Uma comprovação da qualidade das águas do subsolo do País é o grande uso de águas minerais e potáveis de mesa para consumo humano, especialmente nos grandes centros urbanos. Esse mercado movimenta anualmente cerca de U$ 450 milhões. Embora as águas subterrâneas possuam uma qualidade natural muito boa, as atividades antrópicas, nas últimas décadas, têm comprometido significativamente alguns aqüíferos.

Apenas três Unidades da Federação realizam o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas.  São Paulo possui uma rede, que foi criada em 1990 e atualmente conta com 162 poços e analisa 40 parâmetros, incluindo compostos orgânicos, com freqüência semestral. Em Minas Gerais, nas bacias dos rios Verde Grande, Riachão, Jequitaí e Pacuí, foi instalada, em 2004, uma rede piloto de monitoramento da qualidade da água.. Por fim, no Distrito Federal foi iniciado, em 2006, o monitoramento qualitativo em uma rede com 132 poços distribuídos pelos condomínios horizontais e algumas cidades-satélites de Brasília. O monitoramento trimestral inclui 29 parâmetros físico-químicos e bacteriológicos.

Para obter mais informações sobre a qualidade das águas subterrâneas do País, faça o download da publicação Panorama da Qualidade das Águas Subterrâneas no Brasil 2007.

 

Avaliação em nível estadual

Para obter mais informações sobre a qualidade das águas subterrâneas nas Unidades da Federação, consulte os órgãos e entidades estaduais. 

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